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O artista sediado em NY, Scott Campbell, criou a série chamada “Bless this Mess”. A mostra, que estará em exposição na Galerie Gmurzynska, em Zurique, Suíça, a partir do dia 25 de janeiro, é composta por várias peças criadas através da moeda dos Estados Unidos, cortadas a laser e em baixo relevo. Embora o método artístico de Campbell não se limite à esculturas, desenhos e pintura, a exposição concentrou na moeda e no grafite.

“A exposição é composta de um grupo de obras raras criadas pelo artista para uma exposição na Cidade do México, em 2010. Após uma discussão com os donos da galeria na Cidade do México, Campbell, em uma crise de loucura, ateou fogo em suas obras expostas, inclusive nas que já haviam sido vendidas. As peças que não foram destruídas, no entanto, possuem um certo encantamento.. pequenos focos de queimado e uma composição interessante”. – Galerie Gmurzynska

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Panorama Gerard Richter no Tate Modern

Gerard Richter foi um dos primeiros artistas alemãs a enfrentar o tema do socialismo em suas obras autobiográficas. Nascido em Dresden, em 1932 em uma família de classe média, muitos de seus parentes estavam envolvidos no movimento nazista; irmão de sua mãe, Rudi, morreu um jovem oficial nazista, enquanto a tia deficiente de Richter foi presa em um campo de eutanásia de Hitler.

Só pode ser por essa razão que a ideologia rigorosa e a morte o tenham assombrado desde que era apenas uma criança.

Richter teve o apoio de sua mãe para se tornar artista e ainda durante sua adolescência estudou na Academia de Arte de Dresden, na Alemanha Oriental comunista. Anos mais tarde, e alguns meses antes da construção do Muro de Berlim, ele e sua esposa conseguiram fugir – com apenas uma mala – para Düsseldorf, na Alemanha Ocidental.

No panorama do Tate Modern, o artista aborda também o assunto tabu dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A mostra começou dia 6 de outubro deste ano e vai até 8 janeiro de 2012.


Especial Caravaggio

Retrato de Caravaggio por Ottavio Leoni

Michelangelo Merisi da Caravaggio, pintor italiano, nascia hoje, dia 29 de setembro, no ano de 1571, e morreu apenas 39 anos depois.

Suas pinturas possuem uma mistura realista do estado humano, tanto físico como emocional, além de um uso dramático da iluminação.

Caravaggio teve uma influência enorme sobre o barroco, que tinha como pilar a dramatização como forma de tocar as pessoas. Foi muito usada pela Igreja Católica como forma de combater o protestantismo.

Não muito conhecido durante sua curta vida, Caravaggio foi praticamente esquecido após sua morte. Foi só no século XX que a sua importância para o desenvolvimento da arte ocidental foi redescoberto, quando finalmente lhe foi dado crédito por influenciar o novo estilo barroco.


Andy Warhol na Gagosian Gallery

Começa amanhã, dia 16 de setembro, na Gagosian Gallery, em NY, a exposição “Liz” de Andy Warhol. São retratos de Elizabeth Taylor, musa eterna e amiga íntima do artista.

Aclamada como uma das melhores atrizes de todos os tempos, Liz teve uma vida pública altamente carregada de dramas e escândalos. Era, portanto, inspiração perfeita para Warhol, que a retratou de diversas formas, copiando fotos da imprensa, filmes e publicidade. Warhol fez mais de cinqüenta retratos dela ao longo de sua vida.

Andy Warhol (1928-1987) é considerado uma figura importantíssima do movimento Pop Art dos anos 1960 e marcou uma época. Ele trabalhou prodigiosamente através de uma vasta gama de meios, incluindo pintura, fotografia, desenhos, escultura, cinema (foram sessenta filmes experimentais entre 1963 e 1968), televisão (“TV de Andy Warhol”, em 1982 e “Andy Warhol Fifteen Minutes”, em 1986), publicação (revista Interview e vários livros), entre outras performances. Apoiou produtos, apareceu em anúncios e fez negócios, dando nova interpretação para a interação entre a arte e a sociedade. Um

Se estiver por NY, não perca! A exposição fica em cartaz até o dia 22 de outubro deste ano.

Gagosian Gallery

Adeus a Richard Hamilton

Richard Hamilton, o pintor cuja obra se tornou um ponto de referencia do British Pop Art, faleceu na manhã de hoje aos 89 anos de idade. A morte do artista foi anunciado pela Galeria Gagosian, que representa o seu trabalho. Não se sabe ainda a causa da morte.

O artista britânico que superou Andy Warhol no Pop Art, começou a estudar arte nos cursos noturnos da St. Martin’s School of Art, enquando trabalhava como desenhista e designer industrial. Logo em seguida, entrou na Royal Academy e acabou sendo professor da St. Martin, após a Segunda Grande Guerra. Como membro do British Independent Group, Hamilton foi líder do movimento Pop. Foi pioneiro também na técnica de re-utilização de imagens de revistas e outras formas de publicidade impressa em pinturas e esculturas.

Conhecido pelo seu poder de criação que se referia à cultura consumista pós-guerra, Hamilton foi, provavelmente, mais conhecido pelo trabalho “Just What Is It That Makes Today’s Homes So Different, So Appealing?”, que tratava-se de uma colagem de um modelo fisioculturista no meio de uma sala de estar. Tendo um ponto de largada na cultura pop uns 10 anos antes de Andy Warhol, este trabalho foi apresentado na exposição “This is Tomorrow”, na Galeria Whitechapel. Foi a partir dai que Hamilton virou uma estrela internacional.

Hamilton era muito ligado à política e frequentemente se referia ao ativismo social em suas obras. Em 1964, ele pintou um retrato que satirizava o então líder do Partido Trabalhista, Hugh Gaitskell, como forma de rejeição a uma política de desarmamento nuclear. Entre  1981 e 1983 ele criou uma trilogia de pinturas com base no tratamento de presos políticos pelo Exército Republicano Irlandês.. apenas para citar algumas.
Antes de sua morte, o artista estava trabalhando em uma retrospectiva e era esperado que viajasse a Los Angeles, Filadélfia, Londres e Madrid nos próximos anos (2013/2014) para divulga-la.
A Gagosian Gallery, em sua declaração, destacou o senso de humor, energia, brilho e modéstia, que faziam parte do caráter inato do artista. Hamilton Larry Gagosian é citado dizendo: “Este é um dia muito triste para todos nós e nossos pensamentos estão com a família de Richard, particularmente para sua esposa Rita e seu filho Rod”.
 

Exposições NY – 9/11

Como forma de relembrar os atentados terroristas de 9/11(aquele que o mundo nunca esquecerá), NY está cheio de novas exposições. A Escola de Artes Visuais, o Centro Internacional de Fotografia (ICP) e o PS1 MoMA estão com exibições bem emocionantes daquele episódio que devastou a cidade.

As exposições constituem-se de informações e de dados brutos, que passam por formato de documentário até a sua forma final – a arte. São surpreendentemente consoladoras, embora o PS1 tenha se dedicado específicamente ao atentado de 11 de setembro.

As mostras mexem com vários tipos de sentimentos diferentes do expectador – desde a dor até a consciência, uma mistura de emoções.. ao mesmo tempo em que pode ser reconfortante saber podem surgir coisas lindas e tocantes de tanta dor e tragédia. Esse é o poder da arte.

A experiência mais visceral de ódio do dia pode ser vista na Escola de Artes Visuais com a exposição: “Here Is New York: Revisited”. Nela, o expectador revive, através de imagens – tiradas por fotógrafos profissionais e amadores -, o ataque e suas consequencias.

Uma das imagens mostra o exato momento em o que o segundo avião atingiu a torre sul -, quase que como um beijo.. Outras mostram pessoas sendo resgatadas, segurando uns aos outros, chorando, correndo.. Pode-se ver também as homenagens feitas aos mortosna Union Square, que ficou coberta com comentários em giz, velas e fotografias.

Já “Remembering 9 / 11”, no Centro Internacional de Fotografia, as fotos focam mais para as consequencias da tragédia.

Percebe-se vários pontos de vista distintos sobre as exposições. As imagens em preto-e-branco do veterano fotojornalista, Eugene Richards, mostra não só ground zero, mas também as casas de alguns dos familiares das vítimas.. tais fotografias dão à exibição um aspecto mais sentimental., tendo em vista a suavidade de suas composições. Alguns dizem que chega até a ser reconfortante, silenciosamente.

Clique aqui para ver o slideshow de algumas imagens das exibições.

Os melhores

 O Clube de Diretores de Arte (Art Directors Club) young guns 9, selecionou um grupo dos melhores talentos da arte em ascenção… Dentre os escolhidos, um brasileiro! Vinicius Costa,um diretor de arte radicado em NY, tem graduação em design e efeitos visuais. Trabalhou na MTV Brasil por 4 anos e hoje mora e trabalha em NY. Seu trabalho é cheio de cores, bem intenso e surreal. Ele usa a palavra “surreal” para seus trabalhos devido às suas misturas de técnicas modernas ..

Para ver outros artistas, entre aqui http://www.adcyoungguns.org